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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

5 anos depois do acidente do voo Gol 1907, famílias lutam por punição mais rigorosa aos pilotos do Legacy

Apesar de condenados à prisão, pena dos norte-americanos foi revertida em prestação de serviços

Um dos maires acidentes da aviação brasileira completa cinco anos nesta quinta-feira. As marcas da tragédia ficarão para sempre nas famílias das 154 vítimas. Em 29 de setembro de 2006, o voo 1907 da Gol (que fazia a rota Manaus/Brasília/Rio) colidiu em pleno ar contra um jato Legacy, que ia de Brasília para Manaus e depois seria vendido para uma empresa americana. O jato conseguiu pousar e todos saíram ilesos. O Boeing despencou em uma área de densa floresta amazônica na Serra do Cachimdo, em Mato Grosso. Ninguém sobreviveu.

A investigação apontou que o Legacy voava na contramão de uma aerovia e não seguiu corretamente o plano de voo. Houve falha na comunicação entre controladores de voo e pilotos do jato, já que o transponder (que identifica a posição no deslocamento das aeronaves) estava desligado. Em vez de modificar a altitude durante o trajeto, o Legacy permaneceu o tempo todo a 37 mil pés, a mesma altitude que havia sido solicitada pelo piloto do Boeing da Gol.

A Associação de Familiares e Amigos do Voo 1907 não acredita em culpa dos controladores e cinco anos depois ainda luta por uma punição mais rigorosa aos pilotos do Legacy. O processo criminal contra os dois está em andamento no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, órgão que está julgando o caso em segunda instância. Na primeira instância, o juiz federal Murilo Mendes, da cidade de Sinop (MT), declarou os réus culpados e os condenou a quatro anos e quatro meses de prisão no regime semiaberto. A pena, no entanto, pode ser revertida para prestação de serviços comunitários em uma entidade brasileira nos Estados Unidos.

Em defesa de interesses dos familiares das vítimas, o advogado gaúcho Cezar Bitencourt explica que a associação entrou com apelação para rever a decisão.

— Pela gravidade do que ocorreu, essa pena não deveria de forma alguma ser substituída. Não pode ser considerado um crime culposo (sem a intenção de matar). A nossa luta é para que a pena de prisão seja mantida. Entramos com a apelação e esperamos que, pela importância desse caso, a Justiça tenha mais atenção e consiga julgar isso ainda no primeiro semestre de 2012 — explicou Bitencourt — Além disso, queremos que eles sejam impedidos de pilotar em espaço brasileiro — resumiu o advogado.

A gaúcha Rosane Gutjahr, 53 anos, é diretora da Associação. Ela perdeu o marido Rolf no acidente e já negou indenizações na luta pelo que considera uma causa maior.

— Dez dias após o acidente, um advogado da Gol ofereceu R$ 400 mil de indenização. A minha filha tinha quatro anos na época e o corpo do meu marido Rolf sequer havia sido localizado. A reunião não durou cinco minutos e eu neguei a indenização. Cerca de um ano e meio depois, um advogado de uma seguradora dos Estados Unidos também ofereceu indenização, mas eu não quero dinheiro. A nossa luta é pela prisão dos pilotos — relatou Rosane — Nós não podemos aceitar que a impunidade de quem provocou essa tragédia se torne precedente para que outros acidentes fiquem impunes — concluiu.

A associação não se envolve com processos de indenização e afirma que são de total responsabilidade de cada família com a empresa Gol. Apesar disso, uma estimativa da entidade aponta que cerca de 150 famílias já realizaram acordos e receberam indenizações da companhia aérea.

Segurança no espaço aéreo brasileiro:
Passados cinco anos da tragédia, o número de voos no Brasil cresceu 37,5% (sem contar voos militares), segundo dados da Infraero. Já o efetivo de controladores de tráfego aéreo conta apenas com 6,5% a mais. São aproximadamente 3,3 mil funcionários, contra cerca de 3,1 mil em 2006. Os dados são da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta) e Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Para a Febracta, o aumento no controle de tráfego não acompanha o crescimento da aviação civil no país. Além disso, a federação contesta o número de controladores divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que garante ter cerca de 4,1 mil profissionais em atuação.

— Neste montante estão contabilizados militares que trabalham com a Defesa Aérea, e não com a aviação civil — afirmou Moisés Almeida, presidente da Febracta.

Para 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, a meta da Força Aérea Brasileira é chegar a 5 mil controladores no país. A FAB defende que o número atual de profissionais na área é suficiente para a segurança da aviação. Além disso, garante que está utilizando tecnologia avançada para aliviar a atividade dos controladores de voo e aprimorar o monitoramento do espaço aéreo.

Lembre outras tragédias da aviação brasileira:
— 8 de julho de 1982 — Voo da Vasp 168 ia para Fortaleza e bateu na Serra da Aratanha, perto de Pacatuba, no Ceará. Morreram os 137 ocupantes do Boeing.

— 17 de julho de 2007 — Airbus que fazia o voo 3054 da Tam saiu de Porto Alegre para São Paulo, onde ultrapassou o final da pista e bateu em um depósito. Somando os ocupantes do avião e vítimas que estavam no solo, morreram 199 pessoas.

— 31 de maio / 1º de junho de 2009 — Voo Air France 447 ia do Rio de Janeiro para Paris (França). O Airbus caiu no Oceano Atlântico e provocou a morte de 228 pessoas.

Fonte: Zero Hora

sábado, 24 de setembro de 2011

Gol ultrapassa a TAM no mercado aéreo doméstico em agosto, diz Anac

Gol ocupou 38,84% do mercado e TAM teve fatia de 38,37%.

Dados da Agência de Aviação Civil (Anac) divulgados nesta terça-feira (20) mostram que as companhias aéreas Gol esta liderando o mercado doméstico de aviação civil em agosto.

De acordo com a Anac, a participação de mercado da Gol Linhas Aéreas em agosto foi de 38,84%, contra a de 38,37% do grupo TAM (que abrange as operações da TAM Linhas Aéreas e Pantanal Linhas Aéreas, adquirida pela TAM).

Em seguida aparece a Azul, com 9,27%, Webjet, com 5,74%, Avianca com 3,55% e Trip com 3,43%.

Em março deste ano, foi a primeira vez que a Gol superou a TAM na liderança do mercado doméstico.

Já a demanda por voos domésticos no Brasil aumentou 13,45% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2010, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Já a oferta de assentos cresceu 14,31% na mesma comparação.

Participação internacional
No mercado internacional, a liderança da TAM continua folgada. Ela é a única brasileira a fazer voos para fora da América do Sul e do Caribe. Em agosto, sua fatia chegou a 89,09%. A Gol teve 9,63%.
A Avianca alcançou 1,28%. As empresas aéreas estrangeiras não são consideradas.

Fonte: Grupo Tripulação

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gol detalha como fica comando após reestruturação

A nova estrutura administrativa da Gol, que anunciou mudanças em seu comando ontem, contará com três vice-presidências, ao invés de quatro, e 21 diretorias, quatro a menos do que no modelo anterior. Esta é a terceira reestruturação no comando da Gol desde novembro de 2009.

Conforme a aérea, foi definida a criação da vice-presidência de clientes e mercado, uma unificação da antiga vice-presidência de mercado e novos negócios com a vice-presidência de clientes, colaboradores e gestão. A nova divisão irá integrar a linha de frente (aeroportos e central de atendimento) e será ocupada por Ricardo Khauaja.

Com a nova estrutura, deixa a companhia a vice-presidente de mercado e novos negócios, Claudia Pagnano.

Foram também consolidadas em diretorias existentes as divisões de comunicação, inovação, relações institucionais e de aeroportos.

A vice-presidência de finanças e relações com investidores, estratégia e TI, liderada por Leonardo Pereira, passa a englobar a área do programa de relacionamento Smiles. Essa área passa a ser tratada como unidade de negócio separada dentro da GOL, com o objetivo de aumentar sua autonomia.

Já a vice-presidência técnica, ocupada pelo comandante Adalberto Bogsan, passa a responder também pela tripulação comercial, além das responsabilidades atuais por operações, manutenção, controle de operações e segurança operacional.

A área jurídica, por sua vez, passa a englobar relações institucionais e segue reportando direto ao presidente da empresa, Constantino de Oliveira Jr.

Segundo a companhia, a reestruturação, que foi antecipada pelo Valor, tem como objetivo simplificar a estrutura do comando e aumentar a sinergia entre as áreas.

Conforme reportagem publicada na edição de hoje do Valor, as mudanças teriam como pano de fundo a preparação para uma nova fase do setor aéreo, com o surgimento da Latam - fusão entre TAM e a chilena LAN - e a expansão da Azul.

Fonte: O Globo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em 1910, Raymond de Laroche foi a primeira mulher no mundo a receber licença para pilotar um avião. Desde então, outras mulheres apaixonadas por aviação começaram a investir na carreira e ingressar nesse mercado, quebrando paradigmas e superando preconceitos. A GOL Linhas Aéreas Inteligentes já possuía desde 2007 uma mulher no posto de comandante de aeronaves Boeing 737 Next Generation, Elisa Rossi. Agora, a empresa acaba de promover duas copilotos ao comando de seus jatos.

As novas patentes foram recebidas por Gabriela Carneiro Duarte, na empresa desde 2004, e Joana Moojen, que atuava como copiloto havia seis anos. Até setembro, outras duas mulheres devem se juntar ao quadro de comandantes. “As seleções e promoções na companhia são baseadas em critérios técnicos muito rigorosos e não em gênero. Temos muito apreço pelos profissionais – homens e mulheres – que reunimos em nosso grupo de voo. Nossas novas comandantes vão atuar em todas as rotas operadas pela GOL e pela Varig, em 11 países”, destaca o vice presidente Técnico da GOL, Adalberto Bogsan.

A GOL possui 1.913 pessoas em seu quadro de tripulantes técnicos. Além das três comandantes, a companhia emprega 22 mulheres na função de copilotos.

Fonte: CM

sábado, 11 de junho de 2011

Gol inicia operações de avião com design Sky Interior

A Gol iniciou hoje as operações com o B-737-800 Next Generation configurado com o interior Sky Interior. A aérea recebeu a imprensa hoje pela manhã no seu Centro de Manutenção, em Confins (MG), para apresentar a aeronave, que em seguida realizou o seu primeiro voo comercial.

“Fomos uma das primeiras companhias no mundo a encomendar o Sky Interior e agora será a primeira na América do Sul a operar esse equipamento”, afirmou a vice-presidente de Mercado e Novos Negócios da Gol, Claudia Pagnano. De acordo com a executiva, a empresa deverá encerrar o ano com seis aeronaves deste modelo em operação. “Nosso projeto de renovação de frota inclui a chegada de mais 100 aviões Next Generation Sky Interior em até três anos”, informou ela.

Entre as novidades do novo design do modelo estão: nova angulação das paredes laterais, uma cabine mais aberta com uma iluminação projetada no teto e novas janelas, além de um novo compartimento de bagagem, que foi ampliado.

Fonte: Panrotas

TAM e Gol retomam voos pela América do Sul após vulcão

As companhias brasileiras TAM e Gol retomaram nesta quarta-feira os voos por países da América do Sul após os cancelamentos provocados pelo vulcão Puyehue, no Chile.

As cinzas expelidas pelo vulcão Puyehue começaram a dispersar nesta quarta-feira e voos de outras companhias pela América do Sul também foram retomados. Ontem, as cinzas chegaram ao Rio Grande do Sul e afetaram as operações da TAM e Gol.

Mais de 100 voos foram cancelados ontem entre os países da América do Sul. Do Brasil, foram suspensas rotas para Santiago, Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Montevidéu e Assunção.

A TAM informou que nesta quarta está operando normalmente para os aeroportos de Buenos Aires, Assunção e Ciudad del Este, Santiago e Montevidéu, além da cidade brasileira de Foz do Iguaçu (PR).
A companhia disse ainda que programou voos extras vindos e para esses destinos para transportar os clientes afetados pelos cancelamentos de ontem.

'A TAM continua monitorando as atividades do vulcão e as condições meteorológicas e tomará medidas adicionais, se forem necessárias', afirmou a companhia.

A Gol informou que retomou suas operações para a Buenos Aires, Córdoba e Rosário (Argentina), Santiago, Assunção e Montevidéu, além de Foz do Iguaçu.

A companhia destacou que, 'com a dissipação das nuvens, encontrou as condições necessárias para realizar seus voos no mais alto padrão de segurança, algo de que não abre mão'. Segundo a Gol, 'sua malha aérea está passando por ajustes neste momento, com o fim de regularizar as decolagens com mais eficiência'.
As duas empresas disseram que estão prestando assistência aos passageiros afetados por esses cancelamentos, acomodados em outros com isenção de taxas.

Nesta quarta-feira, segundo a Infraero, os cancelamentos atingem 20 voos internacionais programados até as 16h, o que representa 17,1%.

Do aeroporto de Cumbica, em São Paulo, foram cancelados 9 voos internacionais até as 16h, o que representa 16,1% dos programados.

A erupção do Puyehue começou no sábado e levou à evacuação de cerca de 4 mil pessoas no Chile. Na Argentina, as principais zonas turísticas foram cobertas com um manto de cinzas. Foi o caso de Bariloche, em que a energia elétrica e a água foram cortadas.

Fonte: G1

Novo Boeing GOL Sky Interior

domingo, 5 de junho de 2011

Gol deve indenizar passageiros maltratados




A VRG Linhas Aéreas (Gol) foi condenada a pagar indenização de R$ 1,5 milhão pelo tratamento indigno e desumano dispensado aos seus clientes, em diferentes ocasiões, especialmente pela falta de informações, confinamento em aeroportos, atrasos e cancelamentos de voos, desvios de rotas sem prévia comunicação e extravio ou violação de bagagens, sem ressarcimento. A decisão é do juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre ao julgar Ação Coletiva apresentada pela Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep). Cada passageiro irá receber R$ 14,6 mil por danos morais. Cabe recurso.

Os autores da Ação Coletiva contra a companhia pleiteando indenização por danos morais e materiais, apresentou farta documentação com fotos e vídeos para comprovar o mau tratamento dispensado a 100 passageiros, em diversas viagens.

Além das habituais reclamações de atrasos, trocas de rotas, falta ou desencontro de informações e extravio de bagagens, a Andep acusou a Gol de ‘‘confinamento, cárcere privado de passageiros em salas de embarque e sequestro’’. A Ação destacou que tais condutas foram praticadas de forma corriqueira pela companhia entre os anos de 2006 e 2009. Relatou que, após a compra da Varig, a qualidade do serviço do transporte aéreo caiu ainda mais, além de submeter os passageiros a situações indignas e humilhantes quando da utilização dos serviços.

Após detalhar algumas situações de dificuldade e de descaso vividas pelos passageiros em vários aeroportos, inclusive na Argentina, a ação pede a antecipação de tutela para obrigar a empresa a prestar assistência digna aos seus consumidores; prestar informações claras e verdadeiras; fornecer informações com duas horas de antecedência, relativamente a qualquer intercorrência, sob pena de multa; prestar assistência em caso de atraso ou cancelamento de vôo, sob pena de multa; suspensão da cobrança de multa relativas à alteração dos bilhetes de passagens; colocar informações visíveis nos aeroportos sobre os direitos dos consumidores.

Todos os pedidos estão condicionados a multa de R$ 100 mil para o caso de descumprimento, bem como ordenada a prisão de um dos diretores ou do presidente da empresa, com base no artigo 330 do Código Penal.

Por fim, a Ação da Andep solicitou que a companhia aérea fosse condenada a pagar, a cada consumidor, valor mínimo não inferior ao estipulado pela Convenção de Montreal, para atrasos de 5 horas ou mais — 4.987 euros ou R$ 14.661,78, ao câmbio de 12 de maio de 2009. Em caso de reincidência de atraso, a multa prevista seria no mesmo valor.

Em sua defesa a Gol alegou que a matéria não seria da competência da Justiça estadual. No mérito, disse que a pretensão era descabida, assim como inaplicável o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) — direito ao arrependimento da contratação por parte do consumidor. Alegou também violação ao princípio da legalidade e da separação dos poderes. Refutou a pretensão de assistência e fornecimento de documentação referente a eventuais atrasos e cancelamentos de voo, pedindo a improcedência dos pedidos indenizatórios.

Inicialmente, o juiz Giovanni Conti afastou o interesse da Justiça Federal e confirmou a competência da Justiça estadual. No mérito, entendeu que o caso deve ser analisado com base na Constituição Federal, no Código de Defesa do Consumidor, a Lei de Ação Civil Pública, subsidiariamente, pelos instrumentos do Código de Processo Civil.

O juiz discorreu sobre a vulnerabilidade do consumidor na sua relação com as empresas, citando a Lei 8078/90, cujas disposições são de interesse público e social, bem como fundamentais para o crescimento não só da economia, mas para o respeito ao consumidor. ‘‘Por isso, a política das relações de consumo deve ter como norte as determinações do artigo 4º, incisos I, II, VI, VII, VIII, que tratam exatamente da vulnerabilidade, da ação governamental de proteção ao consumidor, do Princípio da Repressão Eficiente aos Abusos, racionalização e melhoria dos serviços públicos e estudo constante das modificações de mercado. Mais que isso, devem ser respeitados os direitos básicos do consumidor, contidos no artigo 6º, com especial atenção aos incisos V, VII, VIII, X’’, complementou.

O juiz considerou a Ação procedente e determinou:
a) Que a companhia dê assistência e tratamento digno aos passageiros, providenciando hospedagem, translado e alimentação, bem como disponibilize uma ligação telefônica em caso de atraso superior a duas horas, acerca de voo que deva ocorrer dentro do território nacional, e três horas para voos internacionais. Cabe ao consumidor decidir se aceita a oferta e utiliza a assistência disponibilizada pela companhia ou se aguarda no aeroporto.

b) Que a companhia forneça informações claras e verdadeiras aos passageiros, incluindo a forma escrita, através de atestado comprobatório de atrasos e cancelamentos de voos, bem como para situações de recusa de embarque dos passageiros.

c) Que a companhia informe aos passageiros, de forma clara, adequada e de fácil compreensão, com antecedência mínima de duas horas, a contar do horário previsto para embarque, eventuais problemas que possam retardar ou mesmo impedir a partida do voo.

d) Que a companhia suspenda a cobrança de qualquer multa referente a eventuais alterações no bilhete aéreo, decorrentes de voos atrasados ou cancelados, seja quando os consumidores optarem por embarcar em outro voo oferecido pela empresa, ou optarem pelo reembolso da passagem.

e) Que a companhia suspenda a cobrança de quaisquer multa imposta aos consumidores que desistirem da compra de bilhetes aéreos realizadas fora do estabelecimento comercial (agência de viagens, internet, telefone,) dentro do prazo de sete dias, consoante determina o artigo 49, do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

f) Que a companhia afixe, em local visível, em todos os seus balcões de atendimento, cartazes, informando os direitos básicos dos consumidores (artigo 6º da Lei 8.078/90), em especial o direito a tratamento digno, a informação, a assistência no aeroporto, a hospedagem, a alimentação, a transporte e a um telefonema, nos casos de atrasos de voo superiores a duas horas.

g) A fixação da pena de multa pecuniária equivalente a R$ 10 mil, a ser aplicada por consumidor e por evento, em caso de descumprimento de qualquer dos itens anteriores, revertendo o eventual numerário arrecadado a esse título para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

h) A condenação da companhia aérea a indenizar os passageiros associados da autora da Ação (Andep), em razão dos danos morais suportados, no valor de R$ 14.661,78, corrigidos monetariamente pelo IGP-M a contar da data da sentença, e juros legais a contar da citação.
Fonte: Conjur

sexta-feira, 3 de junho de 2011

GOL firma parceria com a SPTuris para divulgar a Parada Gay de São Paulo

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes e a São Paulo Turismo – Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo firmaram uma parceria para potencializar a divulgação da cidade de São Paulo por meio do projeto São Paulo Meu Destino, programa que promove a cidade no exterior como alternativa de lazer. O foco da ação conjunta será o segmento LGBT, tendo como destaque uma das maiores Paradas Gays do mundo, que acontecerá no dia 26 de junho.


Dez jornalistas da Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela virão a São Paulo pela GOL e VARIG para cobrir o evento LGBT e, além disso, terão a oportunidade de conhecer as particularidades culturais da capital paulista. “Como uma das maiores transportadoras da América Latina, a GOL tem grande satisfação de colaborar para o fortalecimento do turismo de São Paulo”, diz Hélio Muniz, diretor de Comunicação e Sustentabilidade da compaanhia aérea. “A GOL vai reforçar a divulgação da Parada Gay, pois esse evento, assim como nossa empresa, é aberto, democrático e alto astral”.

A cidade de São Paulo acolhe cerca de 11,7 milhões de turistas por ano, sendo 1,6 milhão de estrangeiros. O turismo gera mais de 400 mil empregos diretos e indiretos e R$ 9,6 bilhões de faturamento anualmente. A GOL é a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, com cerca de 900 voos diários para 63 destinos em 11 países.

Fonte: Aviação Notícias

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Gol é primeira da América do Sul a operar com novo Sky Interior da Boeing



A Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. e a fabricante norte-americana de aviões Boeing anunciaram hoje (31/05) que a empresa brasileira vai receber sua primeira aeronave 737-800 Next Generation, configurada com o padrão de interior Sky Interior.

"A GOL foi uma das primeiras companhias no mundo a encomendar o Sky Interior e agora será a primeira na América do Sul a operar com esse equipamento, que oferece o estado-da-arte da tecnologia e uma experiência inigualável de passageiros", comentou Claudia Pagnano, vice-presidente de Mercado e Novos Negócios da Gol.

Fonte: Mercado e Eventos

GOLAN?

Executivos da chilena declararam que a companhia aérea poderia buscar uma parceria com a brasileira Gol caso não seja aprovada sua fusão com a TAM

A declaração de executivos da chilena LAN, durante o fim de semana, de que a companhia aérea poderia buscar uma parceria com a brasileira Gol, caso não seja aprovada sua fusão com a TAM, foi recebida com surpresa pela companhia aérea da família Constantino. Ontem, a companhia afirmou que não está em negociação com nenhuma empresa aérea e que não foi procurada pela chilena LAN.

Segundo entrevista publicada pelo jornal chileno El Mercurio, o gerente-geral da LAN, Ignacio Cueto, disse que a LAN deve procurar um second best caso a fusão com a TAM seja reprovada. "Podemos ir falar com a Gol, que não sei se estará disponível, mas sua internacionalização não se compara com a da TAM", disse Cueto.

Para analistas do setor de transportes, a declaração do executivo da LAN não passa de pressão para que o Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC) aprove a fusão entre LAN e TAM. "Acho pouco provável que a fusão não seja aprovada", afirma um profissional que acompanha de perto o setor de aviação.

Ele lembra que um indicativo seria o fato de o juiz não ter pedido informações adicionais às apresentadas pelas duas empresas em audiência pública no último dia 26. "Além disso, o juiz já afirmou que a decisão sobre o tema deve sair antes de 60 dias, o que é positivo", destaca.

Para o profissional, uma fusão entre LAN e Gol faria menos sentido que uma associação com a TAM. O principal benefício para a companhia aérea chilena é o acesso ao mercado brasileiro, mas ele cita ainda as sinergias entre as duas empresas em viagens de longo curso, o que não aconteceria com a Gol.

Na quinta-feira, foi realizada uma audiência pública em Santiago, em que TAM, LAN, empresas concorrentes e um órgão de defesa do consumidor se manifestaram sobre a união. Se concretizado, o negócio criará a maior empresa aérea da América Latina.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pesquisa revela que Gol é empresa que tem maior facilidade para troca de milhagem no mundo


A IdeaWorks, consultoria independente focada em companhias aéreas, acessou os sites das 24 principais companhias aéreas no mundo para comprar um bilhete com milhas e indicou a Gol como a empresa aérea com maior facilidade para troca de milhagem por bilhetes em todas as empresas pesquisadas no Brasil e exterior.

A consultoria fez 6.720 tentativas, com 25 mil milhas em seu nome. O resultado surpreendeu. A empresa aérea com 100% de disponibilidade para troca de milhas foi a brasileira Gol, seguida pela Southwest (99,3%) e a Air Berlin da Alemanha com 96,4 %. A LAN Chile ficou em nono lugar, com 75,7% de disponibilidade. Mas o pior desempenho ficou com a US Airways, com apenas 25,7%.

"As companhias aéreas estão percebendo que a disponibilidade é importante", disse Jay Sorensen, presidente da IdeaWorks. No total, existem cerca de 9,7 trilhões de milhas não resgatadas nas contas de viajantes frequentes, de acordo InsideFlyer.com.

Fonte: Mercados e Eventos

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Acordo Delta/Gol dobrará número de cidades




A parceria entre a Delta Air Lines e a Gol Linhas Aéreas, que este ano começaram um code-share para 15 cidades brasileiras, está sendo ampliada. Além da parceria de cinco anos que a Gol fechou com a Delta TechOps, para manutenção de aeronaves, o code-share deverá ser ampliado para 30 cidades brasileiras este ano. A informação foi confirmada pelo vice-presidente de Alianças da empresa americana, Charlie Pappas, que recebeu a reportagem do Portal PANROTAS na sede da DL, em Atlanta.


Segundo ele, ainda não há uma data para que a Gol passe a colocar seu código em voos Delta nos EUA, como acontece com a Delta nos voos brasileiros da Gol. Há pendências tecnológicas e governamentais a serem resolvidas. Mas as duas empresas vêm conversando sobre outras possibilidade de ampliarem a parceria. Uma delas, que por ora não passa de uma das hipóteses, seria a operação conjunta de um voo entre São Paulo e Miami (ainda não se sabe se as restrições em Guarulhos forçaria o voo a sair de Campinas ou mesmo do Rio). Novamente, são negociações e estudos que podem se confirmar ou mudar completamente.

Já o acordo de manutenção entre a Delta e a Gol, que é de cinco anos, prevê que pelo menos metade dos motores CFM56-7 da Gol e serviços em outras partes e componentes da frota de 737NG da empresa brasileira terão manutenção feita pela Delta TechOps, em Atlanta. A TechOps também prestará consultoria à Gol no planejamento da manutenção de suas aeronaves. Em contrapartida, a Gol atenderá a Delta em alguns serviços de manutenção em solo brasileiro.

Fonte: Panrotas

Deputado quer ouvir Gol e Azul sobre caso Palocci

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) quer explicações das empresas Gol Linhas Aéreas Inteligentes e Azul Linhas Aéreas Brasileiras sobre eventual contrato de consultoria com a empresa Projeto, do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre quem pairam dúvidas a respeito do aumento do patrimônio. O deputado protocolou hoje requerimento na Comissão de Viação e Transporte em que convida representantes das duas empresas a prestar informações sobre esse assunto, com base em uma lista que circulou em sites na internet que incluía a Gol e a Azul entre os clientes da empresa de Palocci.

"A sociedade está perplexa com a denúncia do aumento patrimonial atípico do ministro Palocci. Nesse momento, faz-se extremamente necessária a presença nesta comissão de empresas citadas, para que este Parlamento possa exercer sua atribuição fiscalizatória e esclarecer tão graves denúncias", argumentou.

No requerimento, Macris reproduz trecho dos sites de internet que listam empresas que teriam contrato com a Projeto, de Palocci. Além da Gol e da Azul, estão outras empresas que, segundo o deputado, não são relacionadas com o trabalho da comissão de Viação e Transporte e que, por isso, não foram incluídas em seu pedido de convite.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Justiça condena controlador por acidente do voo 1907 em MT

O juiz federal Murilo Mendes, da Vara de Sinop, a 503 km de Cuiabá, condenou um controlador de voo e absolveu o outro no processo que apura as responsabilidades no acidente que matou 154 pessoas no norte de Mato Grosso. O acidente entre o jato Legacy e Boeing da Gol aconteceu em setembro de 2006. A decisão ainda cabe recurso no Tribunal Regional Federal (TRF).

O controlador de voo Lucivando Tibúrcio de Alencar foi condenado a três anos e quatro meses de prisão em regime aberto. A pena foi convertida à prestação de serviços comunitários e a suspensão temporária do exercício da profissão. Já o controlador Jomarcelo Fernandes dos Santos foi absolvido da acusação. Na Justiça Militar, o Jomarcelo foi condenado, em outubro de 2010, a um ano e dois meses de detenção, por homicídio culposo (sem intenção).

No inicio da semana, o mesmo juiz de Mato Grosso condenou os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que pilotavam o jato Legacy a quatro anos e quatro meses de prisão. Mas a pena também foi revertida em prestação de serviço comunitário nos Estados Unidos.

Controladores
O sargento Lucivando trabalhava no Cindacta em Brasília no dia 29 de setembro de 2006, quando aconteceu o acidente envolvendo as duas aeronaves.

No despacho, o juiz destaca que o crime foi culposo ao determinar a suspensão temporária dele da função de controlador. “Nada indica um histórico de negligência de Lucivando. A perda definitiva do cargo seria uma pena muito severa para pessoa que cometeu um erro. Para quem cometeu um crime não intencional,“ explicou o juiz.

O magistrado de Mato Grosso destaca ainda que a pena do controlador poderá ser substituída por prestação de serviço comunitário à comunidade. Já o segundo controlador, Jomarcelo Fernandes dos Santos, foi absolvido da acusação.

Condutas
Lucivando foi o controlador que não programou em seu console as chamadas frequências auxiliares. Isso teria dificultado o contato entre Legacy e o Centro de Controle. Os pilotos chegaram a fazer 12 contatos. “O que se exigia dele era que cumprisse o dever mínimo de selecionar, no console, as frequências indicadas para o setor. E isso ele não fez”, escreveu o juiz em sua decisão.

Já Jomarcelo não teve a habilidade mínima de controlador. O juiz explica que ele não tinha experiência (apenas nove meses na função) e nem sabia falar inglês, um requisito mínimo para a função. No despacho, o juiz federal fez questão de destacar o que disse um sargento experiente, que era responsável pela formação dos profissionais, sobre Jomarcelo: “era controlador que para mim não tinha condições de ser controlador”.

“Não se poderia, pois exigir, de Jomarcelo, mais do que ele fez. Pelas suas notórias deficiências, só se pode agradecer por ele não ter errado com muito mais freqüência. Se é que não errou mesmo”, justificou o juiz, destacando que o problema foi da formação recebida pelo piloto e não dele diretamente.

Condenação militar
No caso da Justiça Militar, o sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos foi condenado, em outubro de 2010, a um ano e dois meses de detenção, por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Os outros quatro controladores – João Batista da Silva, Felipe Santos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar (condenado nesta quinta-feira) e Leandro José Santos de Barros – foram absolvidos. Eles haviam sido denunciados pelo Ministério Público Militar (MPM) por negligência e por deixar de observar as normas militares de segurança.

Pilotos
Além da prestação de serviços nos EUA, os pilotos norte-americanos tiveram os documentos de
habilitação para voo suspensos pelo período da condenação. O juiz federal afirmou, em seu despacho, que houve negligência por parte dos pilotos em relação à falta de verificação do funcionamento do transponder (equipamento da aeronave que passa aos controladores de voo no solo informações como a altitude, velocidade e direção do avião) e do TCAS (que informa ao piloto a existência de outras aeronaves nas proximidades).

O Ministério Público Federal informou que deve recorrer das decisões que condenaram tanto o controlador quanto os pilotos do Legacy.

Fonte: G1

Gol 1907: Ministério Público Federal vai recorrer da sentença dada a pilotos do Legacy

O Ministério Público Federal em Mato Grosso vai apresentar recurso de apelação contra a sentença do juiz federal da Vara Única de Sinop, Murilo Mendes, que condenou a quatro anos e quatro meses de regime semiaberto os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Os dois pilotavam o jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol no dia 29 de setembro de 2006, deixando 154 mortos, numa região de mata fechada no norte do Estado. A procuradora da República, Analícia Ortega Hartz, disse, através da assessoria, que só pode informar de quais itens da sentença vai recorrer, depois que receber a decisão. Os advogados de defesa e de acusação também prometem recorrer.

O advogado das famílias das vítimas do acidente, Dante Aquino, disse que a substituição da pena não é suficiente para que a justiça seja feita. "O recurso que apresentaremos é justamente com este teor: de não substituir a prisão por medidas restritivas de direitos." O advogado também deverá usar como argumento o fato de o juiz ter aceito apenas uma das acusações do MPF, "o desligamento do transponder (que informa aos controladores a localização da aeronave, altitude e velocidade) e do TACS (que informa a presença de aeronaves próximas)."

Já o advogado dos pilotos norte-americanos, Theo Dias, disse que em seu recurso vai mostrar que os pilotos devem ser absolvidos porque a pena teria sido contraditória. Dias afirma que o não funcionamento do transponder deveria ter sido avisado aos profissionais pelos controladores. A presidente da associação que representa os familiares das vítimas, Angelita de Marques, disse que as famílias ficaram revoltadas e decepcionadas. "Um acidente daquele tamanho, com várias mortes, esperamos cinco anos para ter esse tipo de resposta. A Justiça não está sendo feita. Não era o que se esperava do juiz e da Justiça. Pena abrandada não é justiça." Ela informou que vai recorrer.

Os pilotos foram condenados a duas penas restritivas de direitos. A primeira a quatro anos de prisão em regime semiaberto convertida em serviços comunitários em um órgão brasileiro nos Estados Unidos. A segunda a proibição do exercício da profissão. A prestação de serviços se dará nos EUA, mas em repartição brasileira "a ser fixada pelo juiz da execução". Como a decisão condenatória é de primeira instância, os réus podem recorrer ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1).

O julgamento da ação contra os controladores Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivando Tibúrcio de Alencar deve sair em breve. O processo também corre na Vara Única da Justiça Federal em Sinop e foi desmembrado em janeiro de 2011. Os dois trabalhavam no controle do tráfego aéreo e são acusados de "atentado à segurança do tráfego aéreo". Jormarcelo já foi condenado pela Justiça Militar a um ano e dois meses de prisão por homicídio culposo.

Em relatório, Cenipa diz que pilotos e militares erraram


Ministro da Defesa não quis comentar decisão da Justiça de absolver americanos da acusação de negligência
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apresenta hoje, em Brasília, o relatório com as conclusões sobre o acidente entre o Boeing da Gol e o Legacy da ExcelAir. Com 261 páginas, o relatório não busca culpados, mas aponta, entre os fatores que contribuíram para o desastre, a desatenção dos pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy, e seu desconhecimento do plano de vôo, além de erros dos controladores do tráfego aéreo.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, evitou comentar a decisão da Justiça Federal de Mato Grosso de absolver os pilotos de negligência. "Não tenho juízo sobre isso. A matéria é de responsabilidade do Poder Judiciário", desconversou Jobim, ao ser indagado se as conclusões do relatório não contrastavam com a decisão da Justiça de Mato Grosso, já que, nas investigações, ficou comprovado que a conduta desatenta dos pilotos contribuiu para o desastre. Lepore e Paladino ficaram quase uma hora sem perceber que o transponder estava desligado, e não seguiram o plano de vôo, o que é obrigação.

"O relatório da Aeronáutica está pronto e será apresentado com as recomendações de segurança. Mas a responsabilidade penal é assunto exclusivo do Poder Judiciário. Não me cabe nenhuma crítica às decisões da Justiça Federal, mesmo porque não conheço o processo", disse o ministro.

O relatório do Cenipa incluiu a preparação de uma animação, com mais de duas horas de duração, mostrando cada passo do que ocorreu naquele dia. O filme, apresentado às famílias em agosto, explica os percursos do Legacy e do Boeing e os detalhes do que ocorreu até o momento da tragédia. As conversas nas cabines, no entanto, não serão divulgadas porque o Cenipa considera que são pessoais e em nada contribuem para as investigações.

Além da animação, técnicos da Aeronáutica percorreram, a bordo de um Legacy, todo o trajeto até o momento do desastre, na mesma hora, repetindo cada passo. A Aeronáutica verificou, com isso, que todos os equipamentos e os radares que cobrem o trajeto funcionavam perfeitamente. Os dados registrados nos equipamentos do Cindacta mostravam que todos os aviões que percorriam aquela área podiam ser ser vistos nos radares dos controladores.

De acordo com as informações já prestadas pela FAB, não foram encontrados erros de projeto ou de integração nos equipamentos de comunicação, transponder e TCAS (anticolisão) do Legacy.

Os pilotos do jato foram ouvidos ao longo de três dias em Washington e responderam a um longo questionário elaborado pelo Cenipa. Lepore e Paladino disseram que "não realizaram nenhuma ação intencional para a interrupção do funcionamento do transponder e, conseqüentemente, do sistema anticolisão da aeronave, assim como também não perceberam ou recordam ter feito algo que pudesse ter ocasionado a interrupção, de forma acidental, do funcionamento dos referidos equipamentos".

''Podem cumprir a pena tomando café na embaixada''

Uma das líderes da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo Gol 1907, Rosane Gutjahr reagiu com indignação à decisão judicial que permite a reversão de pena aos pilotos americanos do jato Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Os familiares, que constituíram advogado assistente da acusação, vão recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

"Vamos levar à segunda instância, na tentativa de afastar a substituição da pena. Do jeito que está, os pilotos poderão cumpri-la tomando cafezinho na embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Você acha isso justo?", indaga Rosane. "Esperávamos a condenação com a pena restritiva de liberdade. É uma forma de amenizar o nosso sofrimento e punir os responsáveis pelo acidente que matou 154 pessoas", afirma.

Já a defesa dos pilotos considerou a decisão uma "vitória parcial". De acordo com advogado Theo Dias, que defende a dupla, o juiz descartou o que chama de "excessos" da acusação.

Apesar da "vitória", Dias afirma que ainda vai apelar da sentença para descaracterizar o erro dos americanos. "Não houve falha dos pilotos. Eles não tinham como perceber que o transponder (do jato) estava desligado." Até as 22h15 de ontem, Lepore e Paladino ainda não sabiam da decisão.

Fonte: Aviação Notícias

quarta-feira, 18 de maio de 2011

GOL contrata consultoria para reduzir gasto com combustíveis

A GOL assinou um contrato com a GE Aviation PBN Services para consultoria com o objetivo de economizar combustível e reduzir a emissão de gases. Pelo contrato, a GE auxiliará a GOL a obter autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar procedimentos com Performance de Navegação Requerida (RNP, na sigla em inglês), que visam reduzir o ruído, economizar combustível e, consequentemente, a emissão de gases poluentes na atmosfera.

Segundo a GOL, a RNP permite também a otimização do espaço aéreo por meio de trajetórias mais precisas, sem depender de sinais terrestres de rádio-navegação. Essa precisão torna possível o pouso em condições meteorológicas que, normalmente, poderiam obrigar aeronaves a desviar para outros aeroportos, ou mesmo a empresa a cancelar voos antes da partida. "A exatidão e confiabilidade da RNP ajudam, também, os controladores de tráfego aéreo a diminuir os atrasos dos voos e aliviar os congestionamentos", informa a empresa.

"A GOL selecionou a GE para este projeto devido à sua trajetória de sucesso no desenvolvimento e implantação de programas de otimização de performance em todo o mundo", disse, em comunicado, o vice-presidente Técnico da GOL, Adalberto Bogsan. "Com seus serviços, a GOL poderá ampliar suas operações de forma rápida e segura, reduzindo as emissões e o consumo de combustível."

Recentemente, a GOL, juntamente com a GE Aviation Systems, assinaram outro acordo, este de cinco anos, para a prestação de serviços de reparos e logística, denominado OnPoint.

Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Justiça brasileira condena pilotos dos EUA por acidente do voo 1907

Quase cinco anos após o acidente que matou 154 pessoas no interior de Mato Grosso, o juiz federal Murilo Mendes, da Vara de Sinop, a 503 km de Cuiabá, decidiu condenar os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino que pilotavam o jato Legacy que colidiu com o avião da Gol, no dia 29 de setembro de 2006.

Os pilotos foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão. Mas a pena foi revertida em prestação de serviço comunitário nos Estados Unidos. Além disso, eles tiveram os documentos de habilitação para voo suspensos pelo período da condenação. A defesa dos pilotos pode recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal (TRF) em Mato Grosso.
O juiz federal afirmou, em seu despacho, que houve negligência por parte dos pilotos em relação à falta de verificação do funcionamento do transponder (equipamento da aeronave que passa aos controladores de voo no solo informações como a altitude, velocidade e direção do avião) e do TCAS (que informa ao piloto a existência de outras aeronaves nas proximidades). O juiz, porém, não determinou o pagamento de danos às vítimas.

Controladores

Quanto aos controladores, o juiz federal informou em entrevista ao G1 que a decisão deve sair nos próximos dias. Os réus respondem por atentado à segurança do tráfego aéreo e a pena pode variar de 1 ano e 9 meses a 5 anos e 4 meses de detenção. A procuradora da república Analícia Ortega Hartz disse que os controladores de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivando Tibúrcio de Alencar são considerados devem ser culpados por terem agido com imperícia e negligência.

fonte G1