No dia 17 de julho de 2007 o avião da TAM percorreu toda a pista do Aeroporto de Congonhas sem conseguir parar, atravessou a Avenida Washington Luís e atingiu um edifício da própria companhia aérea e um posto de gasolina. Entre passageiros e tripulação, 199 pessoas morreram.
De acordo com o presidente da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054), Dario Scott, o fim da investigação é o maior anseio dos parentes. “O objetivo da associação sempre foi trazer as informações sobre a investigação criminal do acidente”, ressaltou.
Para ele, caso o inquérito seja concluído, a luta dos parentes entrará em uma nova fase. “Se inicia um novo ciclo. Existindo a denúncia, se começa o processo criminal. Começa tudo novamente”.
Na opinião de Marzagão, o MPF deverá indicar vários culpados pela tragédia, principalmente em relação aos erros de procedimento, que mais tarde, foram revistos. “O suposto erro dos pilotos na posição dos manetes não seria o início da tragédia e, sim, o fim dela”, afirmou.
Além dos rumos da investigação, a reunião do último sábado da Afavitam discutiu a proposta da prefeitura de São Paulo para o memorial que será construído no local do acidente. O projeto apresentado propõe a criação de uma praça para lembrar as vítimas da tragédia.
Apesar de o projeto contemplar reivindicações dos parentes, como a manutenção de uma amoreira que resistiu à explosão, algumas mudanças foram pedidas. Entre elas, a inclusão do anjo que serviu de símbolo para a luta da Afavitam e a marcação do local exato do choque.
Essa definição é especialmente importante para Márcia de Araújo. Ela é mãe de Michelle Leite, comissária que não pode ser identificada entre os destroços do avião. “[O monumento será] um lugar que possa mostrar para as pessoas que, mesmo com toda aquela catástrofe, com toda desgraça e sofrimento, que ali se foram pessoas especiais de uma forma trágica”.
Fonte: Agência Brasil
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