quinta-feira, 12 de maio de 2011

AF447: França não resgatará corpos em mau estado

A Justiça da França enviou carta aos parentes das 228 vítimas do voo AF-447, acidentado no Oceano Atlântico há dois anos, afirmando que decidiu não resgatar os corpos muito deteriorados após o desastre. A determinação desmente nota oficial da polícia militar francesa de que “todos os corpos que pudessem resgatar seriam recuperados do fundo do mar”.

A correspondência foi assinada pelos juízes de instrução Sylvie Zimmerman e Yann Daurelle, do Ministério Público de Paris. O texto alega que a decisão visa a “preservar a dignidade e o respeito das infelizes vítimas e dos que os choram”. A documento explica ainda que “os restos mortais que se localizam no fundo estão inevitavelmente em um estado degradado, em razão do choque particularmente violento, do tempo passado e do ambiente em torno”.
Há cinco dias, a Direção Geral de Ge
ndarmerie Nationale, a polícia militar francesa, divulgou nota informando que uma dúzia de especialistas seriam enviados ao Atlântico para, durante cerca de 15 dias, efetuar o resgate de “todos os corpos e objetos pessoais que poderão ser recuperados.”

Desde a sexta-feira, dois corpos foram resgatados dentre os destroços do Airbus A-330 da Air France. Segundo os juízes, os cadáveres coletados têm estados de conservação diferentes. Amostras de DNA foram coletadas e estão a caminho de Caiena, capital da Guiana Francesa, antes de serem transferidas para Paris, junto das caixas-pretas do voo AF-447, encontradas nos dias 1º e 3 de maio. A partir de amanhã, exames laboratoriais serão realizados para descobrir se será possível identificar as vítimas.

Em Paris para participar de uma reunião ministerial do G-8, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, encontrou-se ontem Michel Mercier, titular francês da pasta. Na conversa, debateram as investigações sobre o acidente do voo AF-447. Cardozo se disse satisfeito com o grau de transparência da apuração, conduzida pelo Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil.

– A verdade se colocará. Não há por que termos suspeitas – afirmou ministro brasileiro.

Fonte: Aviação Notícias

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